Um sábio disse que outro sábio disse: a riqueza de um ser humano se mede pela quantidade e qualidade dos amigos que tem. Obrigado por fazer parte da minha fortuna. Feliz Ano Novo e amo todos vocês!
Calma, calma amigansh safadas... Não se assustem, vocês continuam na RADIO AFTER, eu apenas quis dar um charme especial para receber 2011. Então já sabe né, até a chegada do ano, o blog estará com esse novo plano de fundo desenvolvido por VOGEL || STUDIUM.
Deborah encarna a menina da classe média de São Paulo que decide ser garota de programa e relata suas aventuras num blog. A trama é uma adaptação livre do best-seller “O Doce Veneno do Escorpião - O Diário de uma Garota de Programa”, que Raquel lançou em 2005 pela Panda Books e que vendeu mais de 250 mil cópias no país.
De blogueira com milhares de visitantes por dia, Raquel virou escritora e lançou outros dois títulos depois da biografia. Sua história ultrapassou a polêmica da prostituição quando um dos seus amantes admitiu que largara a mulher para viver com ela em um programa de televisão. O enredo de folhetim se completou com a réplica da mulher traída, Samantha Moraes, que publicou “Depois do escorpião: uma História de Amor, Sexo e Traição” (ed. Seoman) em 2006.
Ao som de “Alala”, da banda Cansei de Ser Sexy, o vídeo promocional já adianta o tanto de nudez e sexo que o longa vai trazer. Com o argumento de Karïm Ainouz ("O Céu de Sueli"), o longa tem ainda Drica Moraes e Cássio Gabus Mendes no elenco.
“Bruna Surfistinha” não deve ser o único filme com a temática prostituição no horizonte do cinema nacional. Em fase de captação de recursos, o diretor Caco Souza pretende contar a história de Gabriela Leite, fundadora da grife Daspu e da ONG Davida. Ela lançou em 2009 o livro “Filha, Mãe, Avó e Puta", que conta a história da sua vida e relata dramas como a perda da guarda das filhas. Se não esbarrar na falta de verbas, a produção deve ter a atriz Vanessa Giácomo no papel principal.
Ator Cauã Reymond diz o que achou do meio gay após filmar beijo com outro homem em filme
Para compor o gay Murilo que vive no filme “Estamos Juntos”, do diretor Toni Venturi, o ator Cauã Reymond se dedicou a um laboratório intenso. Ele freqüentou baladas gays a que chamou de “inferninhos” e conversou com homossexuais.
"Para fazê-lo, conversei com muito casal gay, frequentei inferninhos. E, na noite gay, se consome muita droga. Lá, descobri que a bala [êxtase] é mais barata que a dose de uísque", contou o galã para ao Jornal O Dia. Atualmente, Reymond vive o viciado Danilo, em “Passione”, da Rede Globo.
No filme, o ator beija o argentino Nazareno Casero e afirmou que o beijo foi tranqüilo: “Não teve crise. Demos dois tapinhas nas costas. Perguntei: É isso que gente vai ter que fazer?. Na ação a gente fez, mas barba espeta e não é legal. Os argentinos têm muita barba”, brincou o ator na entrevista publicada neste final de semana.
Oi amiganshhh... Agora sim, voltei... Recuperado do acqua!
Buen, não sei se todash sabem mas neste fim de semana, François Sagat, esteve em solo paulistano, participando do MUNDO MIX...
Hey baby i S2 u too... Miss u a lot! ;-)
Confere a entrevista que o Mix Brasil realizou com o homem dos meu sonhos!
Quais foram suas primeiras impressões quando leu o roteiro de LA Zombie?
Durante um ano eu conversei bastante sobre isso com [o diretor] Bruce LaBruce. Fomos tendo novas ideias no decorrer desse processo, mas no começo eu achei que interpretaria um vampiro. Já estava me inspirando em um vídeo que fiz para o Youtube vestido de vampiro para o Halloween. A coisa do zumbi alienígena veio depois. O personagem vem à Terra para trazer mortos de volta à vida.
Como se sentiu ao interpretar esse personagem?
Um pouco perdido, no começo. Eu não sabia muito bem quais expressões explorar, se ele seria mais agressivo ou mais quieto. Senti um pouco de medo de não ser capaz de levar o personagem. LaBruce é muito criativo e eu tentava entender o que passava por sua cabeça. É isso, fiquei perdido, mas quando vi o filme pronto, achei que ficou bom.
E a experiência de trabalhar com LaBruce?
Tivemos dias difíceis em Los Angeles para filmar. Foi um pouco caótico, porque não tínhamos locação certa. Corremos bastante e rodamos o filme inteiro em apenas oito dias. Foi estressante, mas também divertido porque tivemos ótimos momentos durante o trabalho. Mas não foi nada fácil.
Além de "La Zombie", você está em "Homem no Banho", outro filme que o Festival Mix Brasil exibe este ano...
Não é exatamente pornô, mas há várias cenas de nu. Você vai poder ver pintos, bundas, relações sexuais, mas não penetração em si. Não tenho pensado em fazer filmes fora do segmento pornô, ao menos por enquanto. Na verdade tenho trabalhado em um documentário sobre mim, minha vida "real", meu passado, para fazer com que as pessoas me conheçam melhor. Estou tentando fazer com que minha irmã se envolva no projeto, atrás das câmeras. Tenho feito muitos trabalhos publicitários também. Não tenho pressa de fazer outros filmes. Há um ano estou de férias do pornô, mas pretendo voltar em breve. Eu gosto. Talvez eu dirija alguma produção, que seria algo mais artístico e menos comercial.
Muita gente vê você como mais que um ator pornô, mas um ícone da cultura gay. Como você lida com isso?
Na verdade eu não sei porque isso acontece. Eu não me vejo assim. Eu vim do pornô e ainda sou um ator do pornô. Faço o melhor que posso em meu trabalho e sei que é algo sedutor, mas não me vejo como um ícone. Além disso, eu nem morri ainda. Não sou tão jovem, mas também não sou tão velho. Me sinto honrado quando ouço isso, mas acho que é exagero.
Qual o segredo pra manter esse corpão?
Dormir bem, umas 10 horas por dia, quando posso. Tento ir à academia 5 vezes por semana, mas às vezes passo 10 dias sem ir. E não faço dieta. Como de tudo.
Quais os planos durante a estada no Brasil?
Eu não conheço ninguém aqui, então vai ser um pouco difícil. Mas quero ir ao museu, sair à noite para clubes. Eu saio pouco em Paris, sempre tem muita gente, todo mundo se conhece. Fico aqui até o dia 16, então quero tentar conhecer o máximo possível. No domingo à noite devo ir ao Sonique.
No vídeo abaixo Sagat fala o que pensa sobre o homem brasileiro: "Eu tive experiências com caras brasileiros, na França, na Espanha e em Londres também. E estão entre minhas melhores. Eles são muito apaixonados e fisicamente bonitos, mas não apenas fisicamente. E não são tímidos, o que facilita para mim."
Thanks to: François Sagat web site and manager / Site MIX BRASIL.
Em sua passagem pelo Rio, Super-Homem vai à boate gay
POR REGINA RITO & TIAGO VOGEL
Amigashhh morram, Dean Cain, Juliana Paes e Márcio Garcia brilharam na pré-estreia de ‘Amor Por Acaso’, primeiro longa dirigido por Márcio, quinta-feira, no Kinoplex Leblon. Entre os convidados, Guilhermina Guinle, Cacau Melo, Mariah Rocha, Juliana Alves e o namorado Guilherme Duarte.
Foto: Ag. News
Depois do lançamento, Márcio, com a mulher Andréa Santa Rosa e Dean — Juliana não foi por conta do barrigão de oito meses — curtiram a festa, na boate The Week. O tema da noite? ‘Escolher Não é Abrir Mão’, com decoração que lembrava a Califórnia e a Cidade Maravilhosa – locais onde o filme foi rodado. Fizeram sucesso as bebidas típicas como Curaçao Blue e Caipirinha. A balada rolou até altas horas. No comando das picapes, Rodrigo Penna.
Amigashhh emergentes, o blog tá de cara nova como (acredito) percebeu, somente eu que naum! hahaha... Enfim, isto foi minha ideia com o intuito de facilitar a navegação (e a degustação) de todos por aqui! Eikeee loooosho ficou, neah??? Informo que ainda virão muitas mudanças e principalmente novidades para que eu possa tornar seu dia mais divertido, informativo, gongado, glamuroso e "financial" (alaaaaaaaaaaaka).
Espero que tenha gostado, se não, envie-me sua critica, para que eu possa melhorar dia-após-dia. Lembrando que, para manter contato comigo e enviar uma critica/ elogios/ sugestões, siga-me no TWITTER ou no FACEBOOK (clicando na palavra).
Obrigado pelo enorme carinho que tenho recebido... Um mega beijo no édyh (eca!)
Oi amigos, semana começando com um tempinho instável...
Recebi uma dica de filme de minha super amiga, Anita, vi o trailer e achei o filme incrível...
Diz a regra: quando um filme é lembrado por frases como"nossa, a fotografia era tão bela" é porque existe alguma coisa errada. Não faltam exemplos de longas que disfarçam atores ruins, enredos sem sal e direção penosa com belas paisagens e filtros nas câmeras para enganar os mais incautos.
Mas também há a outra máxima, que para toda regra há uma exceção. Nessa categoria entra este Direito de Amar(A Single Man, em tradução cafona adotada pelos brasileiros), dirigido pelo estreante Tom Ford.
Aqui se faz necessário um parêntese dedicado ao personagem por trás do filme. Ford não é cineasta - ou não era, até agora -, mas um esteta, não importando sua profissão do momento. Até 2004, o texano era primariamente estilista. Passara 10 anos à frente da Gucci, revitalizando a imagem da grife italiana perante o mercado do vestuário de luxo como um poço de sensualidade. Para quem não acompanha moda, acredite: ele é um dos nomes mais importantes das últimas décadas no assunto.
A invenção de se largar ao cinema veio na seqüência, quando pediu demissão por "diferenças criativas" com os executivos da marca. Na época ainda restrita ao fashion people, a decisão soava como excentricidade de umworkaholic desalentado com a profissão. Pois depois de cinco anos de gestação, o neocineasta lembrou que são as excentricidades que ainda movem o mundo. Taí Direito de Amar, a sua prova máxima.
E o que um estilista tem a provar para uma geração de cineastas que trocaram o plano-sequência pela câmera tremida? A começar, que o cuidado infinito com a estética de um filme ainda é moeda de troca (graças!). E que quem inventou aquela da imagem vs. mil palavras não estava falando bobagem.
Tom Ford é escolado no assunto. A moda, nos últimos anos, vem ganhando cada vez mais estilistas que se metem a fotógrafos, diretores de arte e produtores de filmes publicitários - e ainda fazem um bom trabalho. A indústria de consumo de roupas, perfumes e afins é baseada basicamente na construção de imagens. O produto pode ser uma bobagem, mas tem potencial de venda infinito se embalado por bonitas campanhas publicitárias.
É este o caso de Direito de Amar, que só se beneficia com o know how dos comerciais de moda. E ainda tem a vantagem de não ser, nem de longe, uma bobagem de produto.
O filme é baseado em um romance semiautobiográfico do britânico Christopher Isherwood, que causou polêmica ao ser lançado, em 1964. A sinopse percorre um dia de um professor universitário, homossexual, que passa todo o tempo digerindo a morte do companheiro, com quem viveu por 16 anos.
O longa é praticamente um monólogo de Colin Firth, que vem colecionando merecidos prêmios pela sua atuação. Firth convive com coadjuvantes de luxo: Julianne Moore e a revelação adolescente Nicholas Hoult (o menininho de Um Grande Garoto), que se envolve com o professor enlutado. Todos em atuações acima da média, coordenados por um diretor acostumado a tirar leite dos pedregulhos que são as modelos de 13 anos.
Firth segura como ninguém os questionamentos do personagem, que devem atingir em cheio a audiência mais sensível e principalmente o público gay. O enredo discute temas espinhosos, como a aceitação dos relacionamentos homossexuais pelas famílias e pela sociedade americana dos anos 1960. Vai na trincheira aberta por Milk, mas cobre o lado menos politizado e mais humano da coisa toda.
Angústias à parte, e apesar do trabalho de Firth, a estrela do filme é mesmo a direção de arte. O apuro estético de Tom Ford, que passou a vida passando mensagens através de alguns metros de tecido, é o que conduz a trama e as emoções do público.
Pode parecer exagero, mas não é. Com as devidas proporções, Ford tem uma linha de pensamento parecida com David Lynch, mas sem se apegar a metáforas nonsense. Ou seja, tudo ali tem um significado que dá sentido ao conjunto.
Um exemplo óbvio são as roupas, coordenadas pelo diretor com a superfigurinista Arianne Phillips (Hedwig, Johnny & Junee Garota, Interrompida no currículo, além de turnês da Madonna). Os óculos do protagonista, por exemplo, foram escolhidos a dedo para marcar a sua fragilidade. E quando Firth os tira, é quando tudo desaba. Seus sapatos e gravatas (atenção ao detalhe do nó windsor) também são peças-chave, assim como o suéter peludo de Hoult.
Mas a viagem estética não fica só nas roupas. Há a iluminação, os jogos de câmera e os efeitos nas lentes. Há os megacloses sensoriais nos poros da pele dos personagens e em cada detalhe dos coadjuvantes.
Ford é um homem de fetiches. Pelos cheiros e outros sentidos, pelo sexo, pelas memórias e pela elegância da vida. E gasta todos seus cartuchos em Direito de Amar. Para quem o conhece bem, é um jogo de gato e rato para decifrar suas mensagens. Para os não iniciados, há no mínimo um filme muito bonito de se ver. Felizmente, sem nenhum demérito nisso.
Achei otima a critica da VEJA, o torna suficiente para nos convencer a assistir o filme...
Por Tiago Vogel & Ricardo Franca Cruz (Rolling Stones)
Do alto de seu jeito de garoto, ele é um dos grandes atores brasileiros de todos os tempos e o mais popular de sua geração. Com a farda preta do Capitão Nascimento, deu vida ao maior anti-herói do nosso cinema. Agora, Wagner Moura se prepara para mais uma vez, ser o alvo do público e da crítica em Tropa de Elite 2
Wagner Moura estama a capa da nossa edição de aniversário
Wagner Moura aperta o play. Na pequena tela do celular a imagem é escura. Mas dá para ver um astronauta abrindo o portão e entrando em uma casa. É noite. Ele deve estar rindo por dentro do capacete redondo que faz parte do traje prateado. Igual àqueles que a gente vê no cinema. A força gravitacional da Terra não apresenta empecilho, mas o astronauta caminha pelo jardim como se estivesse na Lua. "Bem, tem uma visita aqui para você, venha ver!", avisa a mãe. O garoto, um tanto desconfiado, aparece na cozinha, vai até a sala e dá de cara com o estranho. Não há susto nem choro, mas a reação é imediata: empunhando duas espadas de plástico, Bem, um pequeno príncipe de 4 anos, vira um gigante e vai para cima do suposto invasor. E dá-lhe espadadas. O garoto é corajoso. Provavelmente ele está somente brincando. Mas, talvez, na cabecinha em formação de Bem, ele esteja defendendo a casa, a mãe e o irmão de uma invasão extraterrestre - o pai não está, então ele é o homem da família naquele momento. Percebendo que seus golpes não têm resultado, se esquiva e recua, sendo perseguido pelo inimigo. Até que é agarrado. Com as mãos envoltas por grossas luvas, o astronauta leva o menino até o colo e levanta a viseira espelhada do capacete revelando sua identidade. O rosto de Wagner Maniçoba de Moura é mais do que familiar a Bem. Pai e filho sorriem e então se abraçam. A conversa que se segue entre os dois é difícil de ser ouvida no vídeo gravado pelo aparelho de Wagner na noite anterior, a última diária de filmagem de O Homem do Futuro "uma comédia doida, com ficção científica, do Claudio Torres". Com o N95 preto na mão, no estúdio onde em minutos aconteceria uma sessão de fotos, o ator se derrama em orgulho. "Ser pai é um barato muito grande, né, cara? Não dá nem pra explicar."
A culpa pode ser atribuída ao Capitão Roberto Nascimento, o personagem principal de Tropa de Elite, maior fenômeno pop do cinema nacional dos nossos tempos. Ou a Olavo Novaes, vilão global querido pela audiência que protagonizou, na novela Paraíso Tropical, cenas das mais tórridas com a prostituta vivida por Camila Pitanga no horário nobre. Ou simplesmente ao ator que os interpretou. Pode ser o jeito pacato e meio largado, a cara de bom moço e o sorriso agradável e sincero. Ou ainda o entusiasmo latente que parece transbordar junto com as palavras cada vez que ele fala do que fez, está fazendo ou fará - o mesmo entusiasmo que ele tanto preza e tem medo de perder: " Nunca tive medo de envelhecer, mas não quero perder um entusiasmo e uma inconsequência de garoto que são tão caros ao meu trabalho". Seja qual for a razão, não seria exagero afirmar que Wagner Moura é o mais interessante, senão o melhor ator masculino de sua geração. Ainda que sejamos bem servidos de jovens contundentes nos nossos palcos, televisores e cinemas, nenhum deles é tão popular e desperta tanta curiosidade quanto o soteropolitano de fala mansa, nascido há 34 anos, filho do sargento da aeronáutica Seu José Moura e da dona de casa Dona Alderiva, irmão da pediatra Lidiane, formado em jornalismo, perdidamente apaixonado pelo teatro e pela família, torcedor do Vitória da Bahia, simpatizante do governo Lula - pero no mucho -, eleitor de Marina Silva e que escolheu o Rio de Janeiro como morada desde 2000. Ao mesmo tempo que o ator (e não os personagens que incorpora) e o homem que ele é são "a mesma pessoa jurídica", em uma simbiose natural de quem parece ter nascido para fazer o que faz, é nítida a impressão de que Wagner é um ser desprovido da habitual máscara, do "sorriso para imprensa" que colegas da vida artística costumam apresentar aos desconhecidos interessados em seus segredos.
Ele não deve, não teme e mantém, preservadas na superfície, as respostas que se mostrariam mais reveladoras sobre sua vida pessoal. Não é raro ouvi-lo responder: "Não poderia te dar uma resposta sincera sem entrar demais na minha privacidade ou na de minha família". No caso de Wagner Moura, o que mais interessa é o que se vê e ouve. E também o que se intui. Se ele está fazendo o gente fina, o desencanado, o verdadeiro, coisa que minha intuição duvida, restaria concluir apenas que ele é muito bom nisso.
Assista abaixo ao making of das fotos com Wagner Moura:
Enquanto o carro que nos conduz até a casa do ator cruza o Rio de Janeiro em direção à Zona Sul, em uma tarde de quarta-feira de setembro, debaixo de sol, Wagner fala sobre seu projeto pessoal da vez. "É um filme de memórias, um fluxo de imagens que vão reproduzindo a memória desse cara que sou eu sobre a cidade dos meus pais, Rodelas, que foi inundada em 1988 por causa da construção de uma barragem. Eu tinha 11 pra 12 anos." Convidado pelo mais brasileiro dos estilistas, o mineiro Ronaldo Fraga, a participar de uma exposição sobre o rio São Francisco, o ator está revisitando memórias em forma de velhas imagens, fotos, documentos e qualquer material daquela época para montar o filme de cinco minutos que será exibido ininterruptamente no local do evento. "Lembro-me pouco do que fiz dias atrás, mas me lembro muito da minha infância. E me lembro bem de Rodelas, porque a gente sempre passava as férias lá e depois morou lá. E eu estava lá no momento da mudança, quando construíram uma cidade chamada Nova Rodelas e mudaram todo mundo pra lá. Foi uma experiência antropológica extraordinária. Todas as relações culturais e sociais com o lugar se perderam com a água. Teve muita gente que morreu deprimida, alcoólatra."
Para Wagner, o mergulho no passado inundado vale como exercício de memória, como tentativa de estabelecer uma conexão ainda maior entre seu pai e seus filhos. Mas não há disposição para reviver fisicamente tais lembranças ou promover o reencontro com o sertão que, com a devida licença poética, virou mar. "Tem muito mais de dez anos que eu não volto à cidade, talvez porque pra mim o melhor seja ficar com a lembrança. Muitos amigos da minha geração vazaram para outros lugares. E, mesmo que a cidade não tivesse sido inundada, a vida lá seria outra hoje. O artista que eu me tornei tem muito a ver com aquela infância que eu tive. Legal a oportunidade que Ronaldo me deu de bulir com isso."
O ano de 2007 foi o "ano Wagner Moura", com o ator surfando a maior e mais popular onda de sua vida até então ao lado de dois memoráveis personagens - o Capitão Nascimento e o vilão Olavo. Mas ele não vê dessa maneira. "Apesar de ter sido o ano em que me tornei um ator popular de fato, muito conhecido por causa de dois trabalhos muito populares que aconteceram meio que em paralelo, não consigo ver aquele ano dessa forma tão determinante", diz. "Eu ouvia muito essa pergunta na época: 'Este é o seu ano?' e tal. Tinha consciência disso, mas não conseguia mesmo enxergar dessa maneira. Como artista, o processo de fazer Hamlet em 2008, dizer aquelas palavras, juntar aquelas pessoas todas no teatro e fazer Shakespeare no Brasil, foi uma coisa que me impactou mais."
Agora, este resto de 2010, ano em que ele já lançou o primeiro e talvez único disco 100% independente de sua banda bissexta de brit brega, Sua Mãe (The Very Best of the Greatest Hits), tem tudo para repetir o feito. Desta vez com foco centrado apenas no cinema e em um único filme, a sequência mais esperada da cinematografia nacional. Comandante-Geral do Batalhão de Operações Policiais Especiais e depois Subsecretário de Inteligência, dez anos mais velho, o narrador Nascimento volta em Tropa de Elite 2 para preencher as lacunas que o primeiro filme deixou em branco: a quem o BOPE e as máquinas de intervenção e repressão servem verdadeiramente quando sobem nos morros e deixam corpos de bandidos no chão? O que é o verdadeiro crime organizado? Como se dá a relação imunda entre corrupção policial e política? Qual a verdadeira influência do Estado na configuração das políticas de segurança pública de uma cidade como o Rio de Janeiro? E, principalmente, o que acontece com um guerreiro urbano da mais brutal força da lei no país conforme ele vai envelhecendo e passando a entender sua verdadeira posição em um jogo que envolve, mais que boas intenções, interesses escusos? Enquanto esta edição é finalizada, o site oficial da produção indica na contagem regressiva que faltam sete dias, 22 horas e alguns minutos para o lançamento do filme. Mas Wagner entrega pouco: "Na secretaria de segurança, Nascimento começa
a entender de fato que talvez ele tenha dedicado a vida inteira a uma causa diferente da qual ele achava que defendia. O cara acha que está servindo ao povo, mas está servindo ao Estado, que são coisas bem diferentes, porque, historicamente no Brasil, o Estado, de um modo geral, serve aos interesses escrotos de quem está ali [no poder]." E completa: "Nascimento é o clássico personagem da tragédia grega, ele caminha inexoravelmente para um final trágico".
Você lê esta matéria na íntegra na edição 49, novembro/2010
Ele tem amigos de FACEBOOK como Beyoncé, Shawn Carter (Jay Z), Nicole Scherzinger (Pussycat Dolls), Gisele Bündchen, Ana Beatriz Barros (Angel de Victoria's Secret) e muitos DJs e promoters do Brasil e do Exterior. Além de criativo e ácido, tem um senso de humor, digamos, dos mais apimentados da noite paulistana.
Tiago Vogel(who?), 24 anos (hehehe), nascido em São Paulo, paulistano de tudo, chega para assumir o comando do Blog da RADIO AFTER. A convite feito por Rosangela Nunes (locutora, empresária e dona da Radio After) o acordo foi firmado no inicio deste mês. Tiago cuidou de cada detalhe, novo Layout, cores, fotos e principalmente o conteúdo que será postado no blog. (...e ainda promete mais mudanças!) -Com esta parceria, prometo rechear muito mais seu dia-a-dia com musica, comportamento, fofocas, moda e tudo que rola na noite GLS do Brasil e do mundo! Tudo isso com um toque especial, o meu!!! Diz Vogel.
Sejam bem vindos ao novo Blog da Radio Afterby VOGEL